terça-feira, 10 de abril de 2012

A LIBERDADE O QUE É?

S. MAXIMILIANO KOLBE, mártir da caridade _ LIBERDADE_ 8º ano



Papa João Paulo II na cela de São Maximiliano Kolbe


Na homilia de canonização, João Paulo II expressou-se nos seguintes termos: "...Pela morte que padeceu Frei Maximiliano, renovou-se, neste nosso século, tão ameaçado pelo pecado e pela morte, aquele sinal transparente do amor. Um grande amor por Cristo e um desejo de martírio acompanhavam-no no caminho da vocação franciscana e sacerdotal. Maximiliano não morreu, ele deu a vida pelo irmão. É por isso que sua morte tornou-se sinal de vitória. Vitória sobre todo o sistema de desprezo e ódio do homem, e daquilo que no homem há de divino, vitória semelhante àquela que levou Nosso Senhor Jesus Cristo ao Calvário.




"Basta um segundo para fazer um herói;é preciso uma vida para fazer uma pessoa de bem.”
Este pensamento ilustra bem a figura e a vida de Maximiliano Kolbe, padre franciscano polaco, morto em Auschwitz.
A atitude notável de Maximiliano em querer tomar o lugar de um pai de família, condenado à morte pela fome, é muito mais do que um simples acto heróico. Num contexto tão desumanizante como um campo de extermínio, este homem provou que o amor, por si só, pode quebrar toda a engrenagem de morte, que o instinto de sobrevivência pode ser sublimado pela caridade. São esses mesmos sentimentos que o animará e reavivará o grupo de condenados, privados de luz, comida e água, expostos às condições degradantes. Pela oração e pelos cânticos, transformarão o calaboiço numa cripta de Igreja, até sucumbirem. Espantosamente só Maximiliano, minado por tuberculose e com apenas um pulmão a funcionar, resistiu para além de quinze dias. Tiveram de acabar com ele injectando-lhe ácido.Quem testemunhou, não esqueceu jamais que o amor mantém e eleva a dignidade humana.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Orações da vida_ Karl Rhaner



Somente Tu…



«Onde poderia eu refugiar-me com a minha debilidade, com a minha negligência, com as minhas ambiguidades e inseguranças… senão em Ti, Deus dos pecadores comuns, quotidianos, cobardes, correntes?
Olha para mim, Senhor, vê a minha miséria.
A quem poderia dirigir-me senão a Ti?
Como poderia suportar-me a mim mesmo, se não soubesse que Tu me amparas, se não tivesse a experiência de que Tu és bom para comigo?
O meu pecado não é enorme; é tão quotidiano, tão comum, tão corrente que até pode passar despercebido… Porém, que tédio suscita a minha miséria, a minha apatia, a horrível mediocridade da minha boa consciência!


Somente Tu podes suportar tal coração.


Somente Tu tens ainda um amor paciente por mim.


Somente Tu és maior do que o meu pobre coração.


Deus santo, Deus justo, Deus que és a Verdade, a Fidelidade, a Sinceridade, a Justiça, a Bondade… tem compaixão de mim… Sou um pecador, porém, tenho um humilde desejo da tua misericórdia gratuita.


Tu não te cansas da tua paciência comigo.


Tu vens em meu auxílio.


Tu dás-me a força para começar sempre de novo, para esperar contra toda a esperança, para acreditar na vitória, na tua vitória em mim com todas as derrotas, que são as minhas».

Karl Rhaner


‘Orações da vida’



terça-feira, 27 de março de 2012